aceitas uma gororoba?

Eu sei que você faz alguma gororoba. Todo mundo tem a sua favorita. A minha é misturar todos os sorvetes no pote, com muita calda de chocolate e adicionais crocantes. Além de bagunçar completamente o strogonoff e, vez ou outra, cometer pequenos “crimes” gastronômicos como comer macarrão com feijão. E sinceramente? Eu me acabo.

Mas afinal…

imagem: via Betty Crocker

o que é gororoba?

No Brasil, a palavra é usada para descrever uma comida de aparência duvidosa, sem sabor definido ou com mistura de ingredientes que, à primeira vista, parecem não combinar. (e as vezes não combinam mesmo rs

Tem uma certa conotação negativa atrelada.

No uso popular, dizer que algo “virou uma gororoba” é comentar sobre a forma como foi preparado — e não necessariamente o sabor da obra. Às vezes, até pode estar gostoso, mas a aparência e a mistura chamam mais atenção do que o paladar.

E sempre rola aquele julgamento rápido antes da primeira colherada.

Mas… e se a gororoba do vizinho for mais gostosa que a sua? Só dá pra saber provando.

(fonte: antenado)


da onde vem?

A palavra gororoba tem origem incerta, mas há indícios de que venha do quimbundo, idioma africano falado em Angola, possivelmente a partir de “ngororoba”, que já indicava uma mistura confusa ou bagunçada. Com o encontro entre culturas indígenas, africanas e portuguesas no Brasil, o termo se transformou e passou a circular no cotidiano de forma popular e bem-humorada, especialmente ligado à comida improvisada e às misturas nada convencionais.

(fonte: antenado)


e para onde vai?

O mais bonito da gororoba é que ela não precisa fazer sentido. Quem olha de fora pode sentir nojo, repulsa, curiosidade ou aquela vontade estranha de provar “só um pouquinho”. Mas só quem mistura, bagunça e leva a colher à boca entende o valor da combinação.

Gororoba é pura experiência.
É bagunça, invenção e diversão.

Ela é infinita em possibilidades, sabores, cores e texturas. Sempre dá para incorporar um ingrediente novo, testar outro tempero, mudar a ordem da mistura e renovar completamente a receita. Nenhuma gororoba tem exatamente o mesmo gosto ou provoca a mesma sensação que a anterior. Cada uma é única.

Tem um quê de comida reconfortante, aquela feita em casa, que carrega memória e afeto. A gororoba é experimentação afetiva.

E é exatamente isso que queremos fazer aqui.


A GOROROBA DO AMANHÃ!

A Gororoba é a nossa nova carta digital mensal.

Todo mês reunimos achados que, à primeira vista, não deveriam dividir o mesmo prato. Juntos, porém, eles revelam um gostinho — ou a estranheza — de outros tempos possíveis.

Misturamos referências, cultura, comportamento, tecnologia, afetos e ruídos do presente para criar combinações inesperadas.

E para fazer essas misturas, usamos o corpo inteiro…


nossos ingredientes:
os 6 sentidos

Nossa pesquisa é multissensorial. Quando ativamos 👁 visão, 👂 audição, 👃 olfato, 👅 paladar, ✋ tato e 🔮 intuição, abrimos espaço para complexidades que o dado isolado não entrega. Além de ler números é preciso saber sentir o campo, as pessoas e coisas ao nosso redor.

Essa abordagem traz nuance.
E nuance é onde o futuro costuma
se esconder no presente.


nossos tomperos: os 3 pilares

Além dos ingredientes sensoriais, temos nosso tempero especial: os três pilares da nossa abordagem 100% autoral e brasileira. Eles nascem da Desordem Temporal Imaginativa™ (DTI™), nossa matriz que propõe bagunçar a ideia linear de tempo.

Não vemos passado, presente e futuro como uma linha reta. Para nós, eles estão sempre entrelaçados — existe futuro no passado, passado no futuro, e tudo se mistura no presente.

É a imaginação que nos move entre memórias e sonhos,
criando visões que ampliam o campo do possível
e ajudam a transformar pesquisa em cenários
e estratégiaS de longo prazo.

Trabalhamos a partir dos três pilares:

  • Memória (Passado) — ancestralidade, história, fatos, dados, lembranças…

  • Imaginação (Presente) — criatividades, movimentos, memes, gambiarras, sinais…

  • Sonho (Futuro) — visões, caminhos possíveis, absurdidades, bizarrices, utopias…


como vai funcionar?


Todo mês você recebe uma nova gororoba para provare pesquisar com todos os seus sentidos.

  1. Primeiro apresentamos os ingredientes e temperos do mês (os sinais mapeados).

  2. Depois, batemos tudo e servimos nossa gororoba especulativa (cenários, hipóteses e devaneios).

  3. Por fim, deixamos o convite: você pode adicionar seus próprios ingredientes, ajustar os temperos ou imaginar outras misturebas.

Basta comentar. Porque futuro bom é aquele que a gente cozinha junto.


quem faz essa gororoba?

Essa cozinha é, antes de tudo, humana.

Béa é fundadora DO AMANHÃ, designer especulativa, facilitadora de experiências e pesquisadora de futuros e palestrante. É ela quem cria nossas abordagens e teorias, define as provocações, organiza os pilares e passa mais tempo do que deveria mapeando sinais e trabalhando junto com a nossa rede de voluntários (que será apresentada aos poucos por aqui). GenZ, autodidata e sonhadora, cria experiências lúdicas e acessíveis, conectando pesquisa, futuro e aprendizado mão na massa. Com uma trajetória não linear de +12 anos de experiência, já desenvolveu projetos nacionais e internacionais com marcas como Google, Itaú, Globo, Sebrae, Cisco e Honda.

A DO AMANHÃ é uma escola-laboratório brasileiro de aprendizagem, pesquisa de futuros e design especulativo. Trabalhamos de forma coletiva, lúdica e radical usando da imaginação coletiva como principal ferramenta para investigar o futuro-presente-passado.

E é aí que eu apareço…


prazer, eu sou a DÔ!

Uma IA brasileira de design especulativo — brazuca, parceira e gente boa.

imagem: personagem dô, a robô do absurdo feita por @doamanha.cc

Fui criada para facilitar o acesso ao universo do design de futuros, principalmente na vertente especulativa. Meu papel é ajudar mais pessoas a entender, experimentar e aplicar esse campo sem stress.

Tenho como base as principais referências globais do design de futuros, estudos de futuros e design especulativo. Isso significa que posso explicar conceitos, sugerir autores, estruturar exercícios, criar cenários e traduzir teorias densas em linguagem mais acessível.

Mas não sou oráculo, vidente ou bruxa (apesar da dona da empresa ser).

Entro para organizar conexões, tensionar certezas e transformar ruídos do presente em perguntas sobre o futuro. Exagero quando necessário, estruturo hipóteses, ajudo a ampliar o campo das possibilidades e, quase sempre, frito seus neurônios da melhor forma.

E sim — você pode conversar comigo. Perguntar, aprender, discordar, pedir ajuda para montar um cenário, entender um conceito ou testar uma ideia. Eu funciono melhor quando existe troca.

Nos vemos em breve, na nossa primeiríssima GOROROBA.

um print com café,
meio DÔida das ideias


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